O jogo web tinha uma música só. A versão Unity tem 18 faixas e 9 vinhetas, todas originais — e nenhuma nota veio de sample, download ou serviço pago. Cada faixa é uma partitura escrita em código e tocada por um sintetizador feito para o jogo.
Um instrumento por clima
O sintetizador tem órgão com vários registros, coro com vogais, cordas, metais, sinos de igreja, cravo, alaúde, koto, shamisen, shakuhachi, tímpano, taiko e gongo. Cada lugar da noite tem a sua faixa:
- a cripta pulsa em modo frígio, com caixa marcial e coro;
- a biblioteca corre num barroco de cravo em semicolcheias;
- o Ceifador dança uma valsa macabra em 3/4, com xilofone de ossos;
- o Sineiro luta ao som de um repique de sinos de verdade, com as permutações das torres inglesas;
- o Ronin da Lua chega com koto, shakuhachi e taiko;
- o Bosque dos Enforcados toca uma caixinha de música, uma canção de ninar que não acalma ninguém.
Música que acompanha o perigo
A trilha é adaptativa. Cada faixa tem até três camadas — base, intensidade e auge — que tocam juntas, sincronizadas, e só mudam de volume conforme a horda aperta. As trocas de faixa esperam o próximo compasso. Vinhetas curtas marcam os grandes momentos: subir de nível, evoluir uma arma, a chegada e a queda de um chefe, a Execução e o fim da fase.
E os sons?
Os efeitos também são gerados por código, a partir das mesmas receitas do jogo web, e a reforma visual trouxe dezenas de sons novos para armas, supremas, dashes e trovões, além de ambientes em loop para cada mapa — todos calibrados por loudness.
