O Nightfall Survivors nasceu no navegador: TypeScript, Canvas e um servidor Node para o co-op. Foram 27 versões em três meses. Mas o jogo queria ir para onde o navegador não chega bem — a Steam e os celulares. Por isso, em outubro de 2026, começou a migração para a Unity.
Paridade antes de beleza
A regra da migração foi simples e dura: a primeira versão Unity tem que jogar exatamente como o jogo web. Nada de redesenhar mecânicas no meio do caminho.
Para isso, a simulação inteira foi reescrita em C# puro, sem depender da Unity, num projeto que serve tanto ao jogo quanto ao servidor co-op. E “exatamente” quer dizer bit a bit:
- o gerador de números aleatórios e a trigonometria do jogo web foram portados com os mesmos polinômios e a mesma ordem de operações;
- o arredondamento do JavaScript, que é diferente do C#, ganhou uma versão própria;
- no Android, até a fusão de multiplicação e soma do processador foi desligada, porque mudaria o último bit das contas.
O jogo web virou o oráculo: um script grava, quadro a quadro, um resumo do estado de cada partida de teste, e os testes em C# apontam o primeiro quadro em que as duas versões divergem. Hoje 15 cenários do modo sobrevivência, os chefes do Modo Chefes e as quatro fases do Modo Fases batem bit a bit.
Fase por fase
A migração foi dividida em fases com critério de saída. Fundação, núcleo determinístico, simulação, cliente jogável, visual e áudio, interface e modos de jogo estão prontos. Faltam as contas e o ranking, colocar o co-op no ar e as lojas. O roadmap mostra cada uma com status honesto.
E o jogo web?
Ele está congelado: continua sendo a referência, mas o conteúdo novo — como a Execução e a Implosão do Vazio — nasce só na Unity. A página do jogo clássico conta o resto.
